Experimentação TDCIII

Ni Dilli

Julho 14, 2008 · Deixe um comentário

Nas primeiras experiências a exploração passava pela atribuição de sons descontextualizados a determinadas acções num contexto doméstico — a exploração dos limites entre o seu reconhecimento, total abstracção, ou perfeita adequação.

Comecei a perceber o que podia fazer e iniciei uma pesquisa de imagens que me permitissem aplicar as conclusões que derivaram desta experimentação. Mas os resultados da experimentação nunca me satisfizeram totalmente — senti que a exploração tecnológica estava encaminhada, mas que o exercício não podia ser apenas isso.

A passagem para a exploração da imagem fixa (embora filmada com movimento) deve-se a ter percebido que esta valoriza os sons a que se associa. Enquanto que na imagem em movimento, o som é quase uma consequência das acções, com as imagens fixas assume um papel mais saliente na relação que estabelece com elas.

A escolha desta imagem, e o evidente abandono do ambiente doméstico dos testes anteriores, corresponde à minha procura de um valor estético. A sensação irreal, onírica, que esta imagem sugere, acrescenta uma outra dimensão ao exercício, sem o descentralizar do seu objectivo principal — a relação som/imagem e como este se articulam na caracterização de um espaço que pode não ser apenas geográfico, mas também mental.

Partindo de uma imagem de Nova Deli em diapositivo e de música clássica indiana, criei uma espaço de experimentação sonora associando os sons, desvinculados do seu contexto musical, às acções implícitas dos movimentos ilustrados na imagem

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